C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


06/08/2004


Escutando Smashing Pumpkins, Blank Page. Essa música é... putz... só escutando pra entender.

Hoje eu estava sozinho na estação de trem, esperando o último, que me levaria pra perto de casa. Um silêncio muito grande... mas eu não me sentia mal por isso. Muito pelo contrário: pela primeira vez no dia me senti em paz.

Comecei a pensar em como deixamos (todos nós) de termos nossos cantos de paz. Onde vamos, seja lá quando ou como for, sempre tem mais alguém.

Quando eu morava em Alfenas, juntava minha bicicleta e ia pra um terreno baldio que ficava no lugar mais longe da cidade. Era um lugar alto, enorme, sem nada (nada mesmo!) em volta, de onde eu via boa parte do bairro onde eu morava (e consequentemente da cidade, que não é tão grande assim). Quem me conhece sabe que eu morro de medo de altura, mas ali, longe de tudo, eu não sentia medo. Sabia que dava pra perceber alguém chegando minutos antes de chegar mesmo, então eu não me preocupava.

Lá eu chegava no final da tarde e via o sol se pôr por detrás das montanhas e casas simples da cidade. E então escurecia, e eu continuava lá. E continuava... e continuava... até encher o saco. E então eu voltava pra casa, muito tranquilo.

Naquela época, muitas coisas aconteciam. Minha vida era nova a cada dia. Naquela época aconteceram as piores coisas na minha vida toda... e mesmo assim eu acabei por não ficar louco. Sério, naquela época e achei que ficaria.

E acho que segurei muita barra porque eu tinha o meu canto. Se alguma coisa não estava boa, eu simplesmente juntava minha bicicleta e saía por aí. Sem um Real no bolso, sem celular, sem carteira, sem nada. E eu ainda assim me achava o cara mais feliz do mundo... e realmente acho que era.

E acho que tudo o que eu queria hoje era isso: um canto.

E o texto mais uma vez ficou confuso. Bem, deve ser o horário, ou o sono... ou ainda a quantidade de idéias e pessoas e coisas borbulhando na minha cabeça. E o passado... e o presente... e o futuro. I need to get some sleep.

Escrito por Edu às 02h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

04/08/2004


Poderia ser simplesmente perfeito. Quanto menos se vê, mais se gosta. Quanto mais se pensa, mais se conhece.
Na verdade parece que tudo não passa de um acontecimento ligado a todos os outros: tudo esperado, acontecendo no exato momento quando tinha que acontecer.
Não importa quanto tempo levasse... aqui isso tudo é relativo, pequeno, ínfimo comparado à grandiosidade de todas essas coisas juntas, acontecendo em sintonia. E parece perfeito...

E de repente vem o baque, a consciência. Estar diante de toda a realidade e verdade, nua e crua, desse mundo o qual escolhemos pra viver, é tarefa aparentemente impossível de ser cumprida. E toda a beleza que poderia existir some; e não há nada a fazer a não ser esperar... e esperar... e esperar.

Nada é tão complexo que não possa ser feito por nós. Nada é tão inalcançável que não possa ser alcançado, de alguma forma, algum dia. Nenhuma oportunidade deve passar, por menos interessante que possa parecer. Não há luta sem conquista.

E vivemos nessa batalha, nessa guerra, diariamente. Esperamos um dia chegar... mas chegar onde? Esperamos um dia vencer, mas vencer o quê? Esperamos um dia superar, mas superar o quê? E é aí que está a verdadeira diversão desse mundo em que vivemos.

Escrito por Edu às 00h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

03/08/2004


Só pra constar: o Faithless esteve no Brasil, fez a maior zona, não fizeram show, gravaram clipe e foram embora. Até aí, tudo bem, afinal de contas o Brasil ía ser tema do clipe "I Want More". E não é que na hora H os caras me põem um clipe tosco no lugar?!
Rollo, haja, hein?! Haja!!! Vai cuidar da irmãzinha Dido que cê ganha mais, vai!

Escrito por Edu às 01h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

02/08/2004


Liquid Lounge - 30/07/2004

Escrito por Edu às 03h00
[ ] [ envie esta mensagem ]

01/08/2004


Semaninha corrida... bem corrida. E muitas idéias rolando na cabeça.

Percebi nessa semana que passou como eu amadureci em relação a algumas coisas, e com em outras eu preciso melhorar muito ainda. Acho que tenho seguido o caminho certo, e acredito que as coisas certas têm acontecido no momento certo, por mais que isso me cause um pouco de desconforto e irirtação às vezes.

Minha média de horas trabalhadas por dia já passa de 14. As férias todas foram assim. Fim de semana sem trabalhar? Não lembro qual foi o último, mas acho que foi o que eu fui pra Poços de Caldas. Descansar? Desde que a mudança começou que eu não sei o que é dormir até mais tarde. E isso... sim, isso realmente me deixa irritado.

Sábado fui na Liquid Lounge. Estávamos ainda Ana Carolina e o respectivo (!) e uma amiga da Ana. É claro, mais pessoas disseram que íam, inclusive uma que eu estava esperando ir... mas acho que não foi dessa vez ainda. Até encontrei uma conhecida do Mackenzie por lá, mas como não sabia se o namorado (ou ex?) poderia estar por perto com um rifle apontado na direção dela pra atirar no primeiro engraçadinho que se metesse a besta, fiquei na minha. Bebi o suficiente pra me sentir bem e desinibido (acho que vou começar a beber o dia todo) e voltei pra casa até que cedo. E assim tem sido: tô procurando fazer as coisas que eu gosto pra compensar ter que fazer as que eu não gosto.

Segunda começam as aulas, mas acho que só vou lá pra Quarta ou Quinta Feira. Esse é o último. TGI e esforços sobrenaturais à vista. Eu não vejo a hora...

Minha vida pessoal anda em ponto morto. Deixei de pensar, sentir e fazer determinadas coisas pra não sofrer com as consequências depois, mas isso não envolve deixar de aproveitar as oportunidades. Essas, com certeza, eu tenho aproveitado todas e tentado criar novas. Ainda me arrependo de algumas coisas que não fiz, mas não como antes. E por incrível que pareça não tenho me arrependido das coisas que fiz. Ainda há uma linha muito fina que separa meu passado e meu presente, mas tenho procurado ficar o mais afastado possível dessa linha. Ela que fique lá, bem lá atrás, onde eu não possa ver.

Tenho precisado de muita paciência. Muita mesmo. Tanta, que me preocupa pra onde vai toda aquela raiva que eu sinto momentos antes de pensar "calma, já vai passar". Agradeço muitas vezes por ter um fone de ouvido por perto e as músicas certas no momento certo. Conviver com pessoas é difícil, mas conviver com pessoas irredutíveis é pior ainda. E isso me faz pensar que eu realmente ainda não tenho como me meter num relacionamento sério de novo. E hoje sou bem consciente disso.

E quando eu estava na Liquid Lounge, comecei a pensar: somos todos atores e atrizes, e estamos constantemente encenando peças de teatro. Tudo são peças de Teatro. Você chega pra trabalhar e tem que encenar a peça da sua empresa, seguindo as falas e regras impostas ali. Sai dali e tem que encenar a peça do trânsito, ou o do ônibus, ou do trem. Sai à noite e encena a peça da balada, com todos fazendo gestos previsíveis e tentando exibir-se o máximo possível com seus corpos, já que seus carros ficaram do lado de fora (e desse mal, graças à falta de ignorância, eu não sofro). E assim encenamos peças e mais peças, uma atrás da outra, sem parar. E quando chegamos em casa à noite, encenamos a peça da família e vamos dormir. E só então, nesse curto espaço de tempo, deixamos realmente de atuar.

Outra coisa que eu comecei a pensar na Liquid Lounge é em como eu tô ficando chato pra ouvir mixagens: se o DJ comete um pequeno erro, eu fico puto. E vai ter ouvido bom assim na casa do caralho pra ouvir tanto erro... ou o cara era ruim mesmo?

Acreditem: eu não uso drogas.

Assistindo um seriado chamado "Fastlane", hoje, pensei o quê aconteceria se eu fosse, por exemplo, um cara desses aí: vivesse praticamente 24 horas por dia e todos os dias da semana em função do trabalho, quase não tivesse sentimentos, não poderia contar nada do meu trabalho a ninguém, teria de ter sangue frio e sairia por aí atirando e batendo em pessoas. Aí cheguei à conclusão de que fora o "sairia por aí atirando e batendo em pessoas", meu maravilhoso emprego já me provê todos os outros itens.

Escrito por Edu às 19h31
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Histórico