C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


20/08/2004


Enquanto o tempo passa eu perco o momento de fazer muitas coisas que eu queria ter feito. Sei que já não há como voltar atrás, mas conheço o caminho que passou, e tenho ciência de que não posso simplesmente parar e começar a olhar pra trás pra analisar cada outro caminho que eu poderia ter seguido, ou cada paisagem bonita que eu deixei de olhar.
A vida corre a mil, e perder uma oportunidade pode custar um arrependimento de uma vida toda. O pânico de imaginar que posso pensar no que poderia ter acontecido, durante muito e muito tempo, faz com que eu aja por medo, não por vontade; por reflexo, não por intuito.
Cada dia tudo muda um pouco... tanta informação, tantas coisas pra fazer, tanta responsabilidade, tantas respostas a dar... e tudo o que eu queria às vezes é um cantinho pra ficar comigo mesmo, pra poder parar pra respirar só cinco minutos... e nem isso existe mais hoje em dia.

Houve um tempo em que eu olhava pra trás desejando que tudo o que aconteceu voltasse a acontecer. Depois houve um tempo em que eu só olhava pro hoje, pro agora. Passei então a só olhar pra frente, pro que vem e pro que pode vir. Mas comecei a perceber que esse era o mais perigoso dos três modos de ver as coisas, porque isso contemplava a frustração, e eu não sei o que faria da minha vida se ela fosse de uma completa frustração.

Hoje eu passei a olhar ao meu redor: nem pra trás, nem pra frente e nem pro meio; pro meu redor. Procuro manter mais contato com as pessoas, procuro ouvir mais, procuro fazer mais, procuro interagir mais e procuro não deixar as pessoas com uma má impressão a meu respeito.

Mas a vida é mesmo uma caixinha de surpresas: sendo assim, deixo de fazer coisas pra mim, e volto então ao ponto de partida, pra começar tudo de novo.

Escrito por Edu às 02h38
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"Ainda bem que o mundo é uma bola, porque se fossem duas seria um saco".

Escrito por Edu às 02h11
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18/08/2004


Música Eletrônica e Neurônios

No começo havia só o Dance. Tudo o que fizesse um "putz-putz" ritmado era Dance. Isso foi nos anos 90.

Depois surgiu o Techno. O Techno era chamado de "Underground", tocava nos clubes mais bizarros e só os "manos" conheciam.

Depois disso, sentindo falta de melodia, uns caras aí tiveram a idéia de fazer o Trance. O Trance surgiu na verdade da mistura do Techno com a New Age, mas se eu contar ninguém acredita.

Nessa época então começaram a chamar o Dance de House. Surgiram então CDs, muitos CDs de House.

E então começou a descambar.

O Dance voltou a ser Dance.

O Techno passou a flutuar na cabeça das pessoas quando elas queriam dizer Música Eletrônica.

O Trance ficou como a elite da Música Eletrônica: poucos conheciam, mas quem conhecia gostava.

Depois disso o Trance se popularizou, colocaram vocais nele (sim, porque Trance que é Trance nunca teve vocal) e colocaram pra tocar nas rádios: virou a partir daí o "POP" da Música Eletrônica.

O Techno ficou chato, então uns caras começaram a misturar Techno com Techno e isso deu origem ao House (agora na versão nova). O House nada mais é, atualmente, do que uma música progressiva, mutante. A batida e os ritmos que começam na música não se repetem, e isso faz do House uma tremenda surpresa. E ele não tem nada a ver com o House que era chamado anteriormente!

Com isso, não se perca, temos de verdade quatro estilos:

- Dance, que foi chamado de House um tempo, voltou a ser Dance e agora é o Dance antigo mesmo;
- Trance, que é a parte melódica da Música Eletrônica;
- Techno, que é um constante "putz-putz", sem mudança alguma;
- E o House, que é uma música progressiva, mutante.

Aí uns caras começaram a inventar uns tais de Tribal, Psy-Trance, Hard-Trance, Vocal-Trance, etc, etc, etc. Mas o que vale mesmo, o que realmente varia, são os quatro estilos citados acima. O resto é perfumaria.

E é isso uma das coisas que torna a Música Eletrônica tão interessante: ela é uma mudança constante. O que é legal hoje pode não ser mais legal amanhã, e o que a galera detesta hoje pode ser legal amanhã. E tudo pode mudar de nome a qualquer momento!

E o Trance continua elitizado... um pouco. Ainda tem uns caras que compõem o Trance como ele deve ser... e é isso que eu escuto hoje em dia. Então, eu ouço coisas novas, mas acabo sendo um admirador de vanguarda da música eletrônica, mesmo curtindo uma música que foi lançada ontem.

Simples, não?

Escrito por Edu às 01h12
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16/08/2004


Então eu entrei no Carrefour da Marginal Pinheiros e estava junto com meu chefe olhando alguns CDs. Aí, passei pros DVDs. Encontrei numa banquinha à parte DVDs em promoção por R$16,90 e, no meio deles, o seguinte título:

Pensei: "Tenho que começar minha coleção de DVDs do Alien por algum lugar, então que seja por aqui". Peguei o DVD e me dirigi ao caixa. Surpresa maior foi a minha quando a moça passou o dito cujo na maquininha e apareceu o valor: R$10,89. Era ou não era pra comprar?

Escrito por Edu às 01h45
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