C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


26/08/2004


O texto de Herbert diz muito mais do que parece.
Sabe... hoje em dia vejo tantas pessoas buscando o "mais alto", o "máximo", o "diferente". Hoje em dia as pessoas tentam convencer que ser diferente é que é ser legal, não importa o quê precise ser feito pra isso.
E eu não fui criado assim. Graças à minha mãe, a pessoa que eu mais respeito em todo esse mundo justamente por ter criado a mim e ao meu irmão sozinha, eu aprendi que temos que sempre agradecer o que temos, sempre buscar mais quando for possível e sempre ajudar outras pessoas a encontrarem seus caminhos.
E aí alguns vêm me dizer que eu preciso de religião, porque eu só penso no meu lado material. E quem é que realmente sabe pra dizer? Uso sempre as mesmas coisas, tenho um carro que anda e me leva pra onde eu quero, procuro me desenvolver pessoalmente e profissionalmente, procuro estar sempre disposto a ajudar por mais que às vezes meu temperamento instável não permita.
E quanto mais eu ando pelas ruas, pela Universidade onde eu estudo, mais vejo grupos e mais grupos de patricinhas, mauricinhos e demais pessoas somente preocuapadas com quem pode mostrar mais. Se pudessem, entrariam com seus Audis e Golfs dentro do Campus. E pra quê? Pra quê?!
Hoje sou uma pessoa satisfeita comigo mesmo. Fui abençoado com nenhuma imperfeição e mais até do que eu preciso pra viver. Fui bonificado com uma família grande, espalhada em dois Estados, e que, mesmo distante, me faz perceber sempre que é uma família maravilhosa. Tive a chance de ter consquistas maravilhosas na vida, de chegar longe muito cedo, de conseguir manter o que eu consegui conquistar. Então... do quê mais eu preciso pra saber que eu me basto, que eu sou feliz, que eu faço o meu caminho? Nossa... isso é tão claro na minha mente que eu não entendo como outras pessoas não vêem isso. Não entendo como podem haver pessoas arrogantes no mundo como com as quais com tantas vezes me deparei. E pra quê? Pra onde? Pra quem? Por quê?
Nosso mundo é imperfeito de propósito; disso nunca deixei de acreditar. Mas... precisamos crescer ao invés de regredir. Precisamos ver mais adiante. Precisamos continuar, caminhar, seguir.

Escrito por Edu às 01h16
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25/08/2004


Vaidade

"Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração.
É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados,nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o a volta, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas,quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados,aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Deus permita que ele volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."

Herbert Vianna

Escrito por Edu às 00h48
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24/08/2004


24/08/2004
Phil Collins anuncia que nunca mais fará turnês

Do Genesis à revelação, cantor diz ter percorrido sua estrada

Fred Shuster
Los Angeles Daily News

O astro trabalhador e megabem-sucedido de música adulta contemporânea está deixando o carrossel do rock após três décadas quase ininterruptas de turnês. Apesar de que continuará gravando, Collins se cansou de cruzar o globo, fazer o check-in e o check-out em hotéis para tocar em capitais estrangeiras enquanto sua família espera em casa.

Ao longo do caminho, a carreira de Collins tem estado entre as mais impressionantes do pop, atuando como baterista, cantor, compositor, produtor e ator, começando no auge do art-rock britânico dos anos 60 com o Genesis e posteriormente com o grupo de fusion Brand X antes de atingir imenso estrelato mundial, envolvendo uma big band, trilhas-sonoras, Motown e baladas de apelo de massa.

Apesar de estar encerrando a vida na estrada, Collins ainda tem um forte presença nas ondas de rádio. A poderosa rádio FM de música adulta contemporânea, Kost, por exemplo, conta com cerca de 18 canções de Phil Collins na programação. "São suas letras e voz. As canções são incríveis e elas têm apelo junto a homens e mulheres."

Dave Burns, diretor de programação da KMLT FM em Thousand Oaks, explica o motivo: "As pessoas realmente gostam dele. Ele é um sujeito comum: ele parece alguém que poderia trabalhar em uma fábrica, mas quando ele canta, é mágico. Além disso, você não escuta nenhuma notícia ruim sobre ele".

Para marcar a decisão de guardar suas malas no depósito, Collins está realizando sua "First Final Farewell Tour" (primeira turnê final de despedida), que cruzará os EUA, começando em Arrowhead Pond, nesta quinta-feira (26/08), antes de seguir para Staples Center, em 31 de agosto, e encerrando na Flórida no final de setembro.

Com cerca de 100 milhões de álbuns vendidos (250 milhões contando o trabalho dele com o Genesis) e sete prêmios Grammy na estante, Collins tem apelo junto ao mesmo público que adora Elton John, Celine Dion e Rod Stewart.

No próximo mês será lançado um álbum duplo com 25 canções, "Love Songs", reunindo sucessos como "One More Night", "Against All Odds", "Groovy Kind of Love" e "Two Hearts", juntamente com algumas favoritas pessoais, raridades e performances ao vivo inéditas. Entre as faixas está "You'll Be in My Heart", do desenho animado "Tarzan", que deu a Collins a tripla coroa do Oscar, Globo de Ouro e Grammy.

O cantor britânico, de 53 anos, concedeu entrevista em sua casa na Suíça, onde mora há 10 anos.

Los Angeles Daily News - Então, você se cansou.

Phil Collins - Se eu não parasse agora, eu excursionaria até morrer, e eu tenho um filho de 3 anos e meio que entrará na escola em 2006 e outro bebê que nascerá em novembro. Eu preciso estar aqui para isto. Assim, chegou a hora de me adaptar. Mas não estou me aposentando. Eu ainda vou gravar álbuns, compor, fazer vídeos e até mesmo um concerto ocasional. Mas as turnês em que você faz as malas, diz adeus e fica fora por cerca de dois anos --isto acabou para mim.

LADN - Tirando a ausência em casa, a vida na estrada em si provavelmente não é tão ruim.

Collins - Não mesmo. Eu estou em um estágio em que voamos em nosso próprio avião e ficamos hospedados nos melhores hotéis. Não há dificuldade. Eu adoro. Eu não estou abandonando porque odeio. É apenas uma questão de um ser humano com uma agenda pessoal. Eu percebi que quero estar aqui para os meus filhos. (Phil Collins tem três outros filhos, com idades variando de 15 a 32 anos, de casamentos anteriores.)

LADN - Você teve um longo e frutífero casamento com o rádio. Você está desapontado com a forma como tal meio mudou tão drasticamente?

Collins - Eu fui até uma emissora de rádio em Nova York em 96, quando saiu "Dance Into the Light", para dar uma entrevista, e só tocaram minhas músicas antigas. Eu disse: "Tome, aqui está meu novo CD. Você pode tocar algo?" E o DJ disse: "Não, não podemos mais tocar CDs porque tudo é computadorizado e automatizado".

Assim, mesmo há quase 10 anos, a rádio deixou de ser espontânea. Eu costumava viajar com discos (de outros artistas) que eu trazia de casa, assim quando dava alguma entrevista em rádio, eu podia tocar algumas das minhas músicas favoritas. Eu não quero soar como se tivéssemos perdido toda a esperança. Eu sei que mudanças acontecem, mas talvez o preço seja alto demais.

LADN - Eu vi outro dia uma pessoa vestindo uma camiseta que dizia: "Música, sim... Grammys, não".

Collins - Provavelmente é alguém que nunca ganhou um Grammy. Conquistar um Grammy, um Oscar ou qualquer um destes prêmios de grande prestígio... não há nada igual. É maravilhoso. Às vezes eu questiono como são feitas as indicações. E não acho que o mundo necessite de mais um prêmio, mesmo com grande esforço de imaginação. Mas me orgulho destes prêmios.

LADN - Com 13 anos, você esteve no filme clássico dos Beatles, "A Hard Day's Night - Os Reis do Ié-Ié-Ié".

Collins - Eu estava na seqüência do concerto, na platéia. Um grupo de alunos da escola foi levado de ônibus até este teatro no West End, mas não fomos informados sobre o motivo. Quando os Beatles apareceram no palco, nós fizemos naturalmente o que fazíamos. Eu fiquei escutando, mas todos meus amigos ficaram gritando.

Nós sabíamos que era importante, e posteriormente assistimos 20 vezes no cinema quando foi lançado, em 1964. Anos depois (em 1994), eu narrei "The Making of 'A Hard Day's Night'" (disponível em DVD nos EUA), e congelei a cena em que apareço na platéia. Na verdade, fiz um círculo em torno da minha cabeça para provar que realmente estive lá.

LADN - Você despontou em uma época em que havia cerca de uma dúzia de semanários de música no Reino Unido. Agora, eles não existem mais, incluindo a antiga "Melody Maker".

Collins - A "Melody Maker" era o "Sunday Times" da imprensa musical. Mas quando o punk surgiu no final dos anos 70, a atitude se tornou muito negativa e vingativa, e muitos dos redatores saíram e garotos assumiram seus lugares. A certa altura, a circulação despencou, e a revista sumiu aos poucos devido à falta de interesse. Eu assinava a "Mojo".

Qualquer revista que consiga ter Miles Davis, Beatles, Jimi Hendrix e Aretha Franklin na mesma edição é uma verdadeira revista de música. Eu até mesmo escrevia para ela de vez em quando para parabenizar pela diversidade. É o que o rádio costumava ser: Zappa, Miles, Zombies, Hendrix... algo bem abrangente.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Escrito por Edu às 09h55
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22/08/2004


Sempre que as pessoas me encontram online no Messenger perguntam se eu tô trabalhando.

Será que eu ando trabalhando demais?

Escrito por Edu às 20h16
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Preciso começar a fazer alguma coisa de útil nos finais de semana.

Estou postergando o download do Acid Pro. Acho que se eu começar a mixar, não paro mais.

Preciso organizar minhas coisas da faculdade e começar logo meu TGI, embora eu não queira. Esse é o último semestre.

Ando fugindo do meu lado pessoal freneticamente. Procuro fazer sempre coisas que nunca me lembrem que eu sou eu.

Preciso passar na concessionária da Fiat e acabar logo com aquele barulho insuportável na tampa traseira do carro.

Preciso voltar ao médico pra ter certeza de que minha dor de cabeça é (ou era) só sinusite mesmo.

Preciso ir ao Oftalmologista... algo não vai bem com minha vista.


Preciso descansar... preciso parar... que paranóia, não?!

Escrito por Edu às 20h14
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