
Ninguém pode viver sozinho pra sempre; ninguém consegue. Essa é uma verdade... uma grande verdade.
Semana passada senti falta da minha mãe. Sabe... sou estranho pra essas coisas: posso passar dias, semanas, meses sem sequer me dar conta de que faz tempo que não dou atenção pro meu lado afetivo, mas tem vezes que não dá. Liguei, "ele" atendeu, desliguei. Liguei de novo mais tarde, a mesma coisa. Então pedi pra uma amiga ligar. E então minha mãe me ligou.
Família é uma coisa que tem um valor todo especial pra mim... mais do que pra muita gente por aí. Por mais que cada um tenha seguido um caminho e tenha feito algumas escolhas erradas, estamos sempre "juntos", mesmo que distantes. Falo com o Gui (meu irmão em Poços) pelo menos uma vez por semana. E quero fazer o mesmo com minha mãe. Aliás, por ela quero fazer mais: quero vê-la. Quero que ela saiba que sou eternamente grato pela pessoa que ela fez eu me tornar. Quero que saiba que devo toda minha criação a ela... e que se tenho coragem pra enfrentar muitas situações de frente hoje, devo a ela.
E batemos um papo bom. E a ligação, misteriosamente, estava boa, como nunca esteve. E quando desliguei tive vontade de chorar. Quem está longe de sua mãe sabe como é isso. Às vezes tudo o que eu queria era chegar em casa e poder deitar no colo dela. Sinto falta disso. Pouco, mas sinto.
A verdade é que deixei meu passado todo pra trás várias vezes até ser a pessoa que sou hoje. E hoje... hoje eu procuro me afastar do passado. Das pessoas que amei, das que quis bem, das coisas e lugares que me eram familiares e de tudo o que eu fazia. Eu escolhi viver só o hoje. E sempre pago um preço muito alto por isso.
O texto pode ter ficado confuso, assim como estão as idéias passando pela minha cabeça. Mas... é exatamente o que passa pela minha cabeça.
“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender."
(Charles Dickens)