C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


30/12/2004


"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ANO, foi um indivíduo genial.  Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite de sua exaustão.  Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos...  Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante vai ser diferente..."

Carlos Drummond de Andrade

Escrito por Edu às 14h15
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Escrito por Edu às 01h35
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No final de cada ano, páro pra pensar em tudo o que aconteceu ao longo deste que termina. As vitórias, as derrotas, as felicidades, as decepções, as dores. Enfim, tudo o que pode ser contabilizado como "mais" ou "menos".

No meu caso, acabo fazendo dois "balanços": um perto do aniversário e outro perto do fim do ano. Pode parecer exagero, mas, no primeiro caso levo em conta o meu crescimento de um ano pro outro, o que acho que todos deveriam fazer. Nesse ano de 2004 então, seria um pecado fazer simplesmente esse balanço somente no aniversário: muita coisa aconteceu do dia 14 pra cá.

Seja como for, 2004 é um ano que não vai deixar tantas saudades assim. Não por falta de coisas boas acontecendo, mas por excesso de "contras". Foi pesado ter conseguido terminar a faculdade nesse semestre que passou, e olha que ainda tem o TGI. Foi fogo ter que aguentar algumas euforias na empresa de TV a Cabo. Não foi fácil acertar a cabeça no lugar e começar a pensar num futuro a longo prazo.

O mais estranho de tudo é a sensação de "e agora?" depois da faculdade. Fica no ar um "então é isso?" que me assusta constantemente. A idéia de simplesmente continuar fazendo o que eu estou fazendo durante mais algum tempo começa a me assustar. Me assusta também a idéia de estar cada vez mais distante dos 20 e cada vez mais próximo dos 30. Meu Deus... outro dia eu tinha 20 anos...

Ter alcançado alguns sonhos teve um gosto menos saboroso do que eu esperava que tivesse. Não que eu esteja reclamando: de modo algum. Mas não sei, eu esperava um "algo mais". Acho que por isso o ser humano está sempre atrás de alguma coisa: a sensação de satisfação nunca é plena; nunca é suficiente.

E embora seja cedo pra falar, 2005 parece que será um ano de conquistas pessoais, e eu me considero pronto para elas. Só não me considero pronto ainda pra aceitar um "não" da vida como resposta.

Embora seja tarde, espero estar num lugar especial na passagem do ano. Quero entrar em 2005 com o pé direito, com disposição e cabeça erguida.

Escrito por Edu às 01h30
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26/12/2004


Tanto pra contar... e em tão pouco tempo aconteceu tanta coisa... mas vamos tentar mesmo assim.

Bom, a primeira grande notícia é que troquei de carro. Na verdade, foi comprado no dia 07/12, mas como eu ainda não havia recebido e como eu acredito muito nesse negócio de superstição, achei melhor não ficar falando. Sou proprietário agora de um Ka 2005, Prata, do jeitinho que eu queria. Loucuras e dívidas à parte, estou muito feliz.

Também recebi uma cesta de Natal no dia 15/12. Essa cesta veio da Consultoria, agradecendo pelo meu "profissionalismo e comprometimento". Enviei um e-mail ao meu Diretor para agradecer e recebi mais uma série de elogios. Ao contrário do que pode parecer, me sinto até um pouco desconfortável com essas coisas: o fato de alguma coisa se destacar dá a isso também um certo nível de comprometimento a mais. Tá todo mundo de olho, todo mundo torcendo para um escorregão. Então... foi legal, mas... guardei mais pra mim.

Meu Natal esse ano foi uma coisa de louco: fizemos a ceia em casa e depois eu e Gui, meu irmão, saímos procurando baladas. E fomos parar num Happy News completamente vazio (tinham umas 15 pessoas lá só). Aí conforme o tempo foi passando o lugar foi enchendo; e às 3 da matina tinha gente chegando ainda. Resultado: foi uma balada ótima. Saímos às 5:40 da manhã muito contentes, e não só porque tínhamos bebido.

Pra completar essas duas últimas maravilhosas semanas, a melhor das coisas aconteceu. Melhor do que estar de carro novo, melhor do que o aumento de salário e promoção, melhor do que me divertir com meu irmão numa balada, melhor do que... ah, enfim: acho que não me sentia tão bem há algum tempo. Aconteceu que reencontrei uma pessoa muito especial pra mim, a quem não via e com quem não falava já há alguns anos. E foi ótimo; foi incrível; foi melhor do que tudo o que eu poderia imaginar. Bom... melhor eu parar de falar senão vou falar demais.

Escrito por Edu às 17h44
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