"A fim de viver livre e feliz, você tem de sacrificar o tédio. Nem sempre o sacrifício é fácil."
Richard Bach
"A fim de viver livre e feliz, você tem de sacrificar o tédio. Nem sempre o sacrifício é fácil."
Richard Bach
Hoje me deparei com uma situação que nunca parei pra pensar que poderia enfrentar. Acho que além de atritos profissionais, intrigas, muita paciência, desgaste físico e emocional, nunca pensei que eu poderia talvez um dia ter que lidar com sentimentos.
Acho que mais complicado do que qualquer coisa num ambiente de trabalho, ter que amenizar uma situação de "stress extremo" é pior ainda. E eu simplesmente não soube como contornar essa situação hoje; fiquei como espectador num ambiente em que eu deveria ter feito parte, ter feito alguma coisa.
A verdade é que nunca podemos mesmo achar que estamos no controle de uma situação: sempre existe o imprevisto, sempre existe o inevitável e sempre alguma coisa diferente do que estamos preparados acontece.
São 3 da manhã. Eu trabalhei 18 horas hoje. 18 horas. Pra um dia completo ficam faltando 6 horas. 6 horas em que eu assisti TV, dormi, tomei banho, comi.
É... desse jeito não dá muito pra pensar em manter um relacionamento sério com alguém.
Nó...

Ok, minha mesa não é tão bonita assim e nem a vista é desse jeito, mas juro que atendo ligação direto exatamente desse jeito.

Se você tivesse me chamado, eu iria. Uma ligação, um breve silêncio e um "quer ir comigo?": isso seria suficiente. Se quisesse mesmo a minha companhia, eu estaria lá. Se sentisse mesmo falta de alguém como me disse que sentia, eu estaria lá. Faria uma pequena loucura uma vez mais na minha vida e iria.
Não é sempre que temos a mesma oportunidade duas vezes na vida. Não é sempre que o cara lá em cima olha pra gente e dá aquele empurrãozinho mais de uma vez. Então, quando ele faz isso, temos mais é que agarrar a oportunidade como podemos, pra que ela não escape... mais uma vez. Por mais que duas vidas corram paralelas, sem nunca se cruzarem, somos responsáveis por fazer nossas curvas, percorrendo novos caminhos e procurando entrar em contato com outras linhas. É isso que eu tenho feito hoje em dia.
A vida vai passando e a gente vai percebendo que podemos, sim, viver como se tudo fosse só dinheiro e conquistas materiais. Passaríamos vidas secas, ásperas e alucinadas. Sim, sim... realmente tem coisas que só o dinheiro trás, inclusive um toque de felicidade. Mas ele realmente não trás tudo (nem manda buscar): é preciso mais do que isso pra se "viver" de verdade. O dinheiro não trás um olhar de desejo, uma palavra que soa macia, idéias que encaixam perfeitamente, perfumes que você nunca sentiu antes, sentimento de segurança. Só isso faz com que o que chamamos "vida" realmente valha a pena.
Então, sabendo de tudo isso o que eu sei, levando em conta todos esses fatores, tendo certeza de que a vida é curta e de que não podemos desperdiçar as oportunidades, é que te digo: se você tivesse me chamado... sim, com certeza eu iria.
Dia 30/12, eu já sem esperanças: já tinha dito ao meu pai e minha madrasta que passaria sim a virada de ano com eles, na casa de uns primos cinquentões (ou sessentões?). É sempre assim: planejo, planejo, planejo... e quando vem chegando a hora é que eu percebo que não vai dar, e acabo no óbvio. Ok, não posso reclamar dos outros reveillons: todos foram meio loucos, diferentes, imprevisíveis. Tá, não se pode fazer isso sempre.
De repente, no Messsenger, entra o Erick, aquele cara que conheci na faculdade no último semestre, que tem idéias parecidas comigo, que busca o que quer, que fala o que pensa e com quem acabei me dando muito bem. O legal dele é que ele vai direto ao ponto, e a primeira frase no Messenger foi: "Vai fazer o quê no ano novo?". Pergunta direta, resposta idem: "Provavelmente ficar em casa, e você?". E aí o cara me disse que os pais tinham ido viajar e que ele ía chamar um pessoalzinho mais chegado pra passar o reveillon lá com ele, e que eu estava convidado.
Bom, resumindo a conversa: passagem de ano num lugar show, com mais quatro pessoas incríveis, com direito a muita cerveja, champagne, comida e piscina até às 2 e meia da manhã. Do quê mais eu preciso?! Foi um negócio incrível mesmo. Foi muito bom. Acho que começar o ano com o pé direito é essencial, e se isso for dizer realmente como será meu ano, esse vai ser um dos melhores.