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23/04/2005


CTU o caráleo. O que liga é TV a Cabo.

A Fantástica Vida do Analista de Sistemas

São 05:27 da manhã. Ainda não dormi. Daqui a duas horas vou completar 24 horas sem dormir, e vindo de uma noite mal dormida depois de ter ido ver Audiofílicos no Bleecker Street. Dor de cabeça o dia todo. Não foi fácil.

Tinha uma alteração grande no sistema pra fazer. Campeonato Brasileiro vai começar hoje e, se eu não fizer o que estou fazendo, provavelmente vai chover de ligações na Central.

Primeiro altero as configurações necessárias. Script de 1027 linhas; montadas uma a uma; conferidas seguidamente como só eu consigo conferir. Coloquei pra rodar e fui tomar um copo de leite as 2 e pouco da manhã. Sem conferir tudo, confirmei a alteração. Apenas um errinho, minúsculo. Na verdade um equívoco. Corrigi.

Chega então a parte mais crítica. É preciso enviar essas novas informações para os assinantes. Milhares e milhares de comandos passeando por todo o Brasil com o simples pressionar de uma tecla.

Eu poderia acompanhar o processo. Num monitor remoto eu consigo ver o quê eu tenho esperando na fila e se, pelo menos, o que eu fiz está ou não funcionando. Acesso o monitor. Mensagem de indisponibilidade das 2 às 6 da manhã, em horário do Leste dos EUA. Faço os cálculos. Duas horas a mais pra nós. Isso deveria ter saído do ar às 4 da manhã, não às 2 (daqui). Falo com o pessoal de apoio; mesmo problema. Fico apreensivo. Vou ter pelo menos 4 horas de sombra, sem saber o impacto do que estou fazendo. Confiro milhares de vezes o que preciso rodar. Sei que vai demorar horas. Sei que vai ser pesado. Sei que vai sobrecarregar tudo. Sei que pode não terminar antes do previsto. Penso no previsto: 3 da tarde, quando começa o primeiro jogo. Será que vai dar? Procuro por mais informações acerca do que eu estava executando. Aparentemente está ok.

E agora cá estou eu. Aparentemente "liberado" pra ir dormir, mas completamente apreensivo por não saber o que está acontecendo do lado de lá. "E se eu fosse até a empresa de TV a Cabo?", penso. "Eu poderia ver a informação direto da origem, no mínimo". Penso no meu sono; no perigo de dormir ao volante; na preguiça de me levantar; no barulho que o portão vai fazer; na minha preocupação excessiva por nada. Mas eu sou excessivamente preocupado! Minha mania de perseguição me persegue, aliás.

Confiro novamente a documentação que foi deixada comigo. 3, 6, 8, 12, 15... é... realmente é muita informação. Cada um gera vários comandos. Cada comando é enviado individualmente. Sobrecarga no sistema pode pará-lo. Mas não havia tempo de dividir as cargas. Já penso no telefone tocando enquanto eu durmo.

Contacto uma outra pessoa que pode ter a informação que eu preciso. Às vezes acho que ninguém dorme nessa empresa. Você acha quem você quer em qualquer horário; às vezes com a facilidade de alguns cliques pelo sistema de troca de mensagens da empresa. O rapaz me responde. Ele está atordoado e já estava ligando pro responsável pelo sistema no Sul. Uma vez o sistema entrou em loop e acumulou comandos que não existiam. Mas dessa vez sou eu. Pergunto números. Poucas centenas. Está baixo. Ufa! Posso mandar mais uma carga. Ah, sim... nesse meio tempo recebi um erro. Bom, porque pelo menos o sistema pára.

Estranho meu cérebro. Ainda não pediu pra parar. Por mais que o dia tenha sido pesado, as idéias ainda fluem perfeitamente. Tenho todo o código na cabeça. Encontro o erro, corrijo, comento algumas linhas e ponho pra rodar de novo. Será uma longa manhã.

Ouço um CD do Dave Matthews Band, ao vivo, gravado no começo desse ano. Cansei de ouvir ClubFM e Chillout. A música ao vivo dá um ambiente diferente; dá ânimo.

Às seis e meia da manhã decido que é hora de parar um pouco. Por mais que eu sinta que eu possa passar mais 48 horas acordado, vou precisar de toda energia durante o dia de hoje. O Campeonato Brasileiro esse ano promete começar "causando".

Vou dormir às 6 e meia e acordo às 8 e meia com o telefone tocando. O chefe querendo saber se o que tinha que ser feito foi feito. Eu disse que sim, e ele disse que o pessoal estava reclamando que não foi enviada a quantidade de comandos que deveriam. Depois de duas horas de sono levanto-me e vou conferir o trabalho. Passo a manhã toda processando informações e no telefone. Às 13 horas decido sair pra almoçar.

Depois do almoço, passeando pelo Shopping (um pouco zonzo de sono) recebo uma ligação. Mais problemas. Tenho que voltar pra casa. Acesso e resolvo que vou dormir de novo. Deito no sofá e só me lembro de ter ouvido o telefone tocar duas vezes (ele tocou seis vezes).

E cá estou eu. Às vezes acho que tô fazendo treinamento pra participar do próximo ano da série 24 Horas. Às vezes acho que vou ficar louco muito antes de conseguir usufruir do meu esforço (de verdade). Às vezes acho que estou num caminho sem volta. Mas o que todos nós concordamos, e eu também é que: "A gente se fode, mas se diverte". (rs...)

Escrito por Edu às 21h22
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18/04/2005


É uma luta diária. Um vício. Todo dia é uma batalha; todo dia uma vitória. Mas nunca sem marcas; sem me machucar. E não é fácil. Passar um dia todo, pra mim, não é fácil. Passar uma semana, uma felicidade muito grande. Um novo mês... bem... eu tenho agradecido muito por todos eles. Todos.

A felicidade é realmente um estado passageiro, não o nosso padrão. E quem vê as coisas que eu já vi; quem entende o meu modo de pensar como eu penso; quem sabe o que eu faço de verdade pra me manter assim... entende o quanto é difícil, e o quanto eu realmente me esforço.

Mas às vezes simplesmente parece que não vai dar. E cada vez tem ficado pior. E cada vez mais eu não sei o que fazer quando isso acontece. E fico acordado por horas a fio. Procurando, me distraindo, tentando satisfazer uma vontade que nem eu sei direito o que é.

Não é responsabilidade em excesso: são recordações passadas. Não é sobriedade nas palavras e atos: é consciência do que já aconteceu. Não é uma vontade: é uma herança.

E enquanto eu escrevo ameniza; parece que vai passar talvez. Mas não passa. E então eu durmo, esperando que amanhã seja um novo dia, e que nele tudo mude. E não muda. Continua sempre tudo a mesma coisa. E é tão monótono. Tão previsível. Tão repetitivo e chato.

Já desisti de fazer perguntas e também respostas. Hoje eu só espero. Eu só espero.

 

Obs: as idéias desse texto não traduzem necessariamente as idéias do autor desse Blog.

Escrito por Edu às 01h57
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Redondo...

Ontem rolou SkolBeats.

Não, não. Esse post tem que ser dividido em duas partes: o melhor e o pior do SkolBeats (pra mim, claro)


Bom... o melhor do SkolBeats que rolou ontem

Sem dúvida nenhuma o melhor do SkolBeats foi Faithless. Os caras tocaram durante uma hora e meia. Tocaram a única música deles conhecida no Brasil (Insomnia) e tocaram todas as conhecidas pelo resto do mundo (God is a DJ e We Come One). Além disso, tocaram mais algumas músicas do CD novo, "No Roots". "We Come One" simplesmente levantou a galera que assistiu. Foi ótimo. Ótimo mesmo.

A tenda de Trance (que agora eu não me lembro o nome) também estava demais. Cheguei a ver um pedaço do set de Layo & Bushwacka, mas não de Sasha & Digweed, que eu queria ver. Vi também DJ Marky na tenda Movement, de Drum`n Bass.

Um dos caras que mais me chamou a atenção foi Anthony Rother. O cara é simplesmente demais. Pra quem tem saudades dos sintetizadores, um live set dele é uma coisa incrível. Ah, sim. Eu queria ter visto Mylo também... mas não deu tempo.

Festa muito bem organizada; bastante espaço; muitos bares; muitos caixas; muitos banheiros; fila no banheiro masculino e não no feminino (!); muitos restaurantes e lanchonetes.


Bem... e agora... o pior do SkolBeats que rolou ontem

Acho que devo começar essa parte do post muito chateado. As pessoas que eu imaginei que estariam do meu lado durante todo o SkolBeats, pra trocarmos informações e rirmos juntos... simplesmente não conseguiram passar nenhum minutinho comigo depois que chegamos lá. A Carol e a Karen ficaram do lado de fora esperando uns amigos enquanto eu entrava. Depois disso trocamos algumas ligações, algumas mensagens... mas eu simplesmente não as encontrei. Muito tempo depois recebi uma mensagem da Karen avisando que elas estavam indo embora de táxi, porque a Carol não estava legal. Carol e Karen... faltaram vocês lá pra gente curtir juntos.

Se a Polícia Federal baixasse no SkolBeats, com certeza levaria uns 80% do público presente consigo, retidos por porte de drogas. Pessoas, eu já vi muitas coisas, mas nunca a quantidade de drogas que eu vi rolando no SkolBeats. Tinha de tudo o que se pudesse imaginar: desde a mais comum Maconha até o Ecstasy mais raro, passando pelo Lança Perfume, sempre. Quem me conhece sabe que nunca nem sequer experimentei droga nenhuma que não fosse o cigarro (não, nem Maconha), e são coisas como as que vi ontem que me deixam aliviado por ser como eu sou. Você via na cara das pessoas. Você sentia o cheiro e o clima. Na tenda de Trance a impressão que dava era de que TODOS estavam loucos. Todos.

E, claro, como não poderia faltar em qualquer evento de música eletrônica, os homossexuais. Pessoas, entendam-me: não sou preconceituoso, mas acho que da mesma forma que as pessoas se escondem pra fumar Maconha (que eu não acho que deveria ser crime; neguinho se fode se quiser), deveriam ir para lugares mais reservados pra fazerem o que queriam. Eu vi homens literalmente se pegando no meio do Sambódromo. Tenha dó. E, claro, o desperdício das lindas menininhas e mulheres simplesmente maravilhosas, igualmente se pegando. Isso foi tudo bem chato, mas tá aí; fazer o quê?

Não podia entrar com câmera e com garrafas (de nenhum tipo). Meu amigo soltou uma de que era diabético pros seguranças e entrou com a dele. E aí o que eu vi foi muita, mas muita gente com garrafas e máquinas fotográficas. E esses de máquinas fotográficas não eram todos repórteres ou fotógrafos. O show do Faithless daria boas fotos com um bom zoom e um pouquinho de conhecimento. Fiquei com sede muitas vezes e tive que ir até o Caixa, comprar fichas, ir até o bar, pedir água ou cerveja.


Bem... e ficam aqui as únicas fotos que consegui dos caras que gostei (não de todos, claro).

Anthony Rother

Sister Bliss (Faithless)

Maxi Jazz (Faithless)

Escrito por Edu às 00h14
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