C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


14/07/2005


Não há nada que eu possa fazer pra mudar o passado. Nada vai apagar os erros que eu cometi. Não é simplesmente apertar uma tecla escrito "Delete" e as coisas somem. As coisas na vida são muito, mas muito mais complexas.

Depois de ter terminado a faculdade, é claro que todos fazem um balanço. Eu, claro, faço o meu. Passei 5 anos naquele lugar. 5 anos em que passei tantos momentos diferentes, tive tantos amigos, tantas coisas legais... e algumas chatas, tristes também. Acho que a faculdade é o lugar onde mais se conhece pessoas na vida, e o lugar e época onde mais experiências se vive.

Eu não esqueço nunca de tudo pelo que passei. Pessoas que nem imaginam que eu lembro delas, podem ter certeza de que lembro. Penso em muita gente. Muita mesmo. E lembro de muitos momentos, muitos dias e muitas coisas.

Procurei nunca deixar minha origem pra trás. Estou sempre ciente de quem eu sou, de onde vim e pra onde estava pensando em ir quando saí de lá. E eu sempre saí de lugares diferentes.

E então um dia isso tudo acaba. Você não precisa mais ir cinco dias por semana ao mesmo lugar. Não se assusta mais com provas naquele mesmo dia que você não sabia, não come mais um monte de besteiras... e nem dá risadas falando besteiras, combina coisas que talvez nunca acontecerão e comenta milhões de coisas de milhões de pessoas, lugares e de coisas.

A faculdade foi uma das experiências mais gratificantes da minha vida. Com toda certeza. Ainda estou decidindo que rumo tomar daqui pra frente, e esperar que algumas coisas se resolvam por si só (que não dependem de mim). Depois disso, vejo o que vou fazer. Estou ainda aproveitando esses (espero que únicos) seis meses em que estou "sem fazer nada", apesar de estar me dedicando completamente ao trabalho e tendo colhido frutos disso.

Sinto muita falta das pessoas. Muita mesmo.

Escrito por Edu às 00h06
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11/07/2005


Por quê terminar? Se tudo o que você quer é ficar junto, é ter alguém... então por quê terminar?

Se nossas vidas são tão simples e as complicamos tanto; se sabemos disso e sabemos que tudo além daquilo que realmente importa é besteira... então por quê brigamos?

Se lutamos dia após dia, tempo após tempo, só pra termos alguém do nosso lado, que nos compreenda e nos suporte; e se buscamos a felicidade através daquilo que julgamos ser "o amor verdadeiro"... então... pra quê? Pra quê e por quê destruir tudo isso como se fossem um contra o outro e não os dois contra tudo?

E se estamos cansados de saber que viver é lutar; e que lutar envolve saber lidar com os sentimentos e defeitos do outro; e que nenhum ser humano neste mundo é igual ao outro (e, se fosse, que tédio seria)... então por quê deixar que nosso cansaço e nosso tédio por nós mesmos seja descontado como forma de expulsão para com aqueles que na verdade queremos tão bem, e que realmente escolhemos de verdade pra amar?

E se escolhemos aquela pessoa pra amar, e não qualquer outra, por quê então insistimos em amar mais de uma pessoa? Seria o interesse por outra pessoa uma mostra de que o amor não existe para uma só pessoa em nós? Ou de que o amor simplesmente não existe de verdade?

Se então passamos a amar e a gostar tando daquela pessoa que esse amor passa a ser um amor fraternal. Abriria esse então uma possibilidade de um novo amor pessoal, físico, opcional?

Seja como for, isso ainda é muito complicado de explicar, até pra alguém que observa de fora... como eu. Só o que vejo, hoje, é que "amor" não parece mais ser o problema; tampouco a solução. Na verdade, o problema, em si, é simplesmente a falta dele... quando realmente há a necessidade dele.

Escrito por Edu às 00h12
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