C4D4 3SC0LH4 UM4 R3NÚNC14 - Versão 3.0


20/09/2005


Ter um passado, um presente ou um futuro... são definições muito relativas. Acho que tudo depende de momento. Tudo depende muito do presente.

Eu posso ter tido um passado do qual não gostei; e por isso decidir não ter passado. Eu posso não gostar do futuro que vejo pra mim; e por isso escolher não ter futuro.

E tudo passa tão rápido. Fatos da vida, agora tão importantes, se tornam tão passageiros. E tudo por causa dos fatos; dos acontecimentos.

E conforme o tempo vai passando eu percebo que sou capaz de tudo. De mentir, de enganar, de fingir, de odiar silenciosamente, de desejar o mal, de conspirar. Esse mundo nos torna tão céticos; tão sérios. E vou dizer o quê? Que tive os piores professores; as piores companhias? Não. Tive a vida mais feliz de todas. Me surpreendia, e me surpreendo, com a forma como as coisas acontecem. "Penso, logo existo" não é somente uma frase. Isso realmente acontece. E é espantoso.

Fatos. Disso é feita a vida. E é interessante quando observamos a vida por esse ângulo. Tudo parece mais simples, mais fácil de resolver. Mas não: a vida não deixa de ser uma aventura por causa disso. E eu tenho vivido as minhas aventuras, sempre. Mais do que antes; mais do que nunca. Não tenho a mínima noção de onde vou parar, mas estou indo.

Renunciei à segurança para escolher a aventura.

Escrito por Edu às 00h51
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Sonhei com escuridão; um lugar feio, claustrofóbico, monótono.

Sonhei com medo; impotência e impaciência.

Sonhei com uma amiga que não vejo há um tempo... com quem sempre tive coisas em comum, mas cujas vidas, minha e dela, tomaram caminhos diferentes, sempre.

Sonhei com uma via de mão dulpa; eu indo pra um canto, ela pra outro.

Sonhos assim me dão medo.

Escrito por Edu às 00h21
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San Diego - Segunda Parte

Na Segunda acordei super disposto. Com 4 horas a menos no fuso horário, o que pra mim eram 7 da manhã no Brasil seria 11. Pra quem vive na costa Leste, a Oeste é ótima. O único problema é na hora de voltar.

Desci pra tomar café com o Enio, num tempinho muito meia-boca. O restaurante era algo simplezinho assim:

Depois do café, fomos nos registrar para a conferência, que começava à tarde, às 13 horas. Decidimos então fazer nosso primeiro passeio "muambeiro": Best Buy. Se você acha que Ponto Frio MegaStore é grande, deveria ver aquilo ali. É gigante. CDs ocupam váááários corredores; Notebooks, máquinas digitais e Desktops dividem espaço com memórias, controles de PlayStation e iPods. Enorme mesmo. Comprei um cartão SD pro meu celular. Depois de sair, descobri que o cartão era grosso demais e não encaixava no celular. Voltei, conversei com uma pessoa que me indicou outra, que me disse então que meu celular aceita cartão MMC, não SD. Fui então no setor de devoluções e devolvi o produto, tendo o valor devolvido no meu cartão. Estava eu então testando as leis do consumidor!

À tarde então começou a conferência. Como tínhamos comido muito bem no café da manhã (ovos, bacon e toda aquela parafernália), não almoçamos. O negócio era simplesmente gigante. Depois fui saber que perto de mil pessoas estavam ali. Mil pessoas. Da mesma empresa que eu. É muito legal ver essas coisas.

No dia seguinte, no fim do dia, ainda não satisfeitos, fomos à Fry's, outra loja parecida com a Best Buy, mas, acreditem, maior. Acredito que seria possível fazer daquele terreno dois campos de futebol, senão mais. Me dirigi então ao setor de memórias, achei o cartão MMC de 1GB, comprei e saí. Já preocupado com o resultado, testei ali na hora. O encaixe pelo menos foi feito. Quando liguei o celular, porém, qual não é minha surpresa quando aparece uma interrogação na tela? Volto eu pra dentro da loja pro setor de devoluções. Havia decidido ficar sem cartão de memória por uns quinze anos.

Num dos dias da conferência, já não me lembro qual, tivemos um jantar dentro do mesmo salão em que tínhamos as apresentações. Só então pude ter uma visão real de quanta gente realmente tinha ali.

No último dia oficial da Conferência então, na Quinta Feira, fomos informados que teríamos algumas palestras e que então seríamos levados para os ônibus para jantar. Pensei comigo: "Jantar dentro do ônibus?! Já não basta a comida do avião?!". Qual não é minha surpresa então quando chegamos a este lugar:

Este é o US Midway, um Porta-Aviões de verdade que agora é utilizado como museu.

A empresa tinha fechado o porta aviões para uma "festinha particular". Tivemos comes e bebes no "andar" que seria aquele onde os aviões seriam "guardados". Essa é uma das únicas duas fotos minhas que tenho da viagem:

Então a parte superior do Porta-Aviões foi aberta. E quando subimos, o que vimos foram mesas e mais mesas arrumadas ao ar livre, iluminação perfeita, um palco, garçons, etc, etc, etc. Aquilo havia se transformado no restaurante mais... improvável que eu já vi em toda minha vida. Quando olhamos para o ponto mais alto do Porta-Aviões, lá estava o número que o identificava, o "41", iluminado e, mais acima, uma bandeira enorme da minha empresa, completamente iluminada. Palavras de um dos presentes que transcrevo aqui: "Cara... o mais incrível disso aqui é que, independente do quê você diga ou o quê você fale, você nunca vai conseguir transmitir a emoção que é estar aqui agora". E é exatamente isso. Dá arrepios só de lembrar.

Bem, por enquanto é só. Falta só a Terceira Parte, que depois eu escrevo.

Escrito por Edu às 00h09
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